16
Feb
2022

Sintel dribla a pandemia e aposta na eletrificação

A Sintel completa 35 anos e reclama uma agenda de longo prazo na economia

A Sintel estava preparada para o trabalho 100% remoto quando eclodiu a crise da Covid-19. “O princípio da pandemia foi um período de dificuldade. Procuramos entrar com todos os cuidados necessários. Promovemos uma redução de salários de 25% e fizemos alguns cortes na infraestrutura. Mas a recuperação foi rápida e fechamos 2021 com bons resultados”, recorda Carlos Wagner dos Santos, CEO da companhia, cuja principal preocupação foi oferecer suporte psicológico a todos da equipe. “Este ano continuamos estimulando o trabalho on-line” – explica.

O executivo mantém o otimismo na evolução dos negócios, apesar da pandemia, mas não esconde sua decepção com o fato de o governo não incentivar as atividades de pesquisa e desenvolvimento no país. Ele reclama também da falta de uma agenda de longo prazo na economia e nos negócios. “Seria importante um maior comprometimento da classe política com o crescimento do País”, afirma.

Carlos Wagner acompanha com interesse a evolução da eletrificação veicular, entendendo que as tendências no setor afetarão de perto a grande maioria de seus clientes. “A eletrificação veio para ficar. Vai ocupar o espaço da combustão”, garante. Ele esteve na China em 2009, quando observou uma grande quantidade de motos de baixa cilindrada no trânsito. Recentemente, de volta aos mesmos locais, constatou que as motos são quase todas elétricas. “Esse é um fato que se repete globalmente e alcançará os veículos maiores”.

E no Brasil? Para ele a eletrificação aqui não será tão rápida como na Europa e Ásia. O principal problema a superar é o preço dos veículos e a falta de infraestrutura. “No prédio onde moro sequer há tomadas para recarga, exigindo novos circuitos elétricos. Essa é uma realidade para todos que pensam em ter um carro elétrico”.

Performance

A Sintel destaca que suas soluções são desenvolvidas para conectar sua organização ao supply chain automotivo, viabilizando processos que promovam maior qualidade e eficiência à operação de sua empresa.

Segundo Wanderlei Rosa, diretor de operações e produtos da Sintel, por meio de sua plataforma de sistemas em nuvem a empresa conecta os múltiplos elos da cadeia de suprimentos automotiva global, permitindo que as informações fluam de maneira rápida e assertiva.

“Conforme as soluções que oferecemos são adotadas, o tempo de resposta de toda cadeia é reduzido, uma vez que as etapas de análise, decisão e replicação dos cenários aos parceiros de negócio são otimizadas”. 

Ele explica que, assim, as montadoras podem contar como fornecedores mais capacitados a atender seu plano de produção no menor tempo possível e, por sua vez, os fornecedores podem atuar com maior flexibilidade, melhor nível de serviço com o devido controle dos custos operacionais.

A empresa exibe dados expressivos que indicam sua performance no setor automotivo como especialista em tecnologia da informação. Segundo a Sintel, há 60 mil empresas integradas na sua plataforma global de intercâmbio de informação. Sete dos dez maiores fornecedores globais são seus clientes. A Sintel completa este ano 35 anos de experiência no setor automotivo e nada menos de 65% das informações do supply chain automotivo na América do Sul são geridas por ela. 

Fonte: Automotive Business