22
Feb
2022

Sintel cresce e avança 20% nas exportações

Com uma estrutura para atender o supply chain automotivo, a Sintel reporta bons resultados em suas operações

A pandemia da Covid-19 não atrapalhou os planos de crescimento da Sintel em 2021. A empresa brasileira de tecnologia da informação, com foco total no setor automotivo, anotou uma evolução de 18% na receita, acompanhada de uma alta no lucro de 50% na operação em relação a 2020. Os bons resultados não pararam por aí e, segundo a companhia, o índice de satisfação dos clientes foi de nada menos de 98,7%, entre 1.500 feedbacks. 

A disponibilidade da operação no período para atendimento dos clientes foi de 100%, sem ficar um minuto fora do ar. A Sintel manteve ativa a conexão com mais de trezentas plantas de montadoras globalmente.

“Foi um resultado muito satisfatório”, reconhece Carlos Wagner dos Santos, CEO da empresa e um de seus fundadores, em outubro de 1987. A criação ocorreu com a reunião de ex-executivos da então Autolatina, joint venture entre Volkswagen e Ford. Carlos Wagner, que se graduou em marketing, tecnologia da informação e supply chain management, é CEO da Sintel há cerca de vinte anos.

O começo de um novo negócio

Nos primeiros tempos, a evolução da Sintel não foi tão rápida, pondera o CEO, mas o crescimento veio com a concentração das ações na cadeia de suprimentos e um projeto piloto em EDI (intercâmbio eletrônico de informações) iniciado em 1988. “Antes da solução eletrônica, tudo era feito com papel e uso do correio” – afirma. A partir de então ocorreu a expansão da clientela, incluindo General Motors, Mercedes-Benz, Fiat, Volvo e as empresas japonesas. Na década de 90 chegaram as novas montadoras, as newcomers, que usaram amplamente os recursos de EDI oferecidos pela Sintel, conta o executivo.

Além das montadoras, a Sintel atua também nas fronteiras de autopeças e aftermarket, mas não atinge a área de distribuição de veículos. Estão incluídas entre os clientes empresas do segmento do agronegócio, como a AGCO.

De modo geral, as operações com montadoras e a rede de suprimentos são globais, motivando um intenso movimento de aproximação entre empresas localizadas no Brasil e seus headquarts. “Tem sido um intercâmbio muito positivo. Aprendemos que o que podia ser feito aqui pode ser feito lá fora também”, esclarece Carlos Wagner, justificando a evolução das exportações de serviço. “Hoje 60% dos projetos locais ou internacionais são levados adiante com participação da matriz”, observa. “É lá que as principais decisões são tomadas”.

Crescimento de 20% no exterior

A Sintel projeta um avanço de 10% na receita local em 2022 e de 20% das operações no exterior, com predominância dos serviços prestados na Europa. A empresa possui o escritório central em São Paulo e concentra a infraestrutura operacional nos Estados Unidos para atender a rede global de clientes. “Nossos clientes atuam internacionalmente e nos levaram a desenvolver uma jornada de conhecimento muito expressiva”, explica Carlos Wagner, garantindo que há um potencial enorme a explorar, graças ao conhecimento profundo da cadeia de suprimentos, na Europa, Ásia e Estados Unidos.

“Apesar de já termos uma boa penetração na Europa, é a China que ganha importância crescente como palco de nossas operações” – diz o CEO da Sintel. “Conseguimos ser globais a partir do Brasil, com datacenters nos Estados Unidos e Europa. Essa meta é atingida e coordenada com uma estrutura de 140 especialistas, a grande maioria localizada no País. Cerca de 20% do contingente dedicam-se a vendas e marketing, 40% são consultores relacionados a delivery e outros 40% atuam na área de produtos como softwares e infraestrutura.

A Sintel mergulhou na transformação digital em 2003, automatizando a informação de sistemas. Foi uma mudança importante, depois de momentos em que as montadoras chegavam a ter estoques para 90 a 180 dias. A redução desses prazos foi surpreendente e hoje a meta é ter estoque para um dia. A eficiência da transformação digital foi extraordinária, segundo Carlos Wagner.

Fonte: Automotive Business